quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Notícia | Nova foto de imprensa dos Radiohead e tweet misterioso


































A nova foto da banda é da autoria de Sebastian Edge. Entretanto no twitter dos Radiohead apareceu o seguinte texto em japonês:







O site ateaseweb.com avançou que a tradução será "Hachiko Square Shibuya, Friday 18:59", uma conhecida praça em Tóquio, Japão. A possibilidade de designar um concerto do grupo nesse país no dia 18 Fevereiro durante 59 minutos já foi descartada pelo manager dos Radiohead. Outras situações sugeridas pelo site já referido são a hipótese de se tratar de um webcast ou de um concerto-surpresa ou ainda de um anúncio feito nos ecrãs daquela praça. Só nos resta continuar a especular, aguardar e ver de que se trata!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Disco - Estreia | Yuck - Yuck (Fat Possum 2011)




















Viva o amor aos anos 90! O revivalismo do college-rock dos idos de 80 e 90 já não é propriamente uma novidade como o comprovam grupos como os Deerhunter, Real Estate, No Age, Wavves ou Best Coast. Os Yuck alinham pelo mesmo diapasão e são um quarteto britânico de Londres constituído pelo cantor-guitarrista Daniel Blumberg, pelo guitarrista Max Bloom, o baterista Jonny Rogoff e o baixista Mariko Doi e ainda em alguma faixas ajudados pela voz de Ilana Blumberg. Revelam um som rock com nítidas influências de Pavement, Dinosaur Jr., Yo La Tengo, Teenage Fanclub, Red House Painters ou até Elliott Smith. Com estas referências a banda cozinhou um som melódico num todo muito coeso e coerente. De destacar a beleza planante de "Shook Down", a agressividade do feedback em "Holling Out" e a pérola de 7 minutos "Rubber". E os Mogwai fizeram há pouco tempo uma remistura para este tema "Rubber". Bom disco de estreia, faz-nos sentir em casa. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Notícias | Extra! Extra! O novo álbum dos Radiohead sai no próximo Sábado dia 19 de Fevereiro!

O oitavo álbum da discografia dos Radiohead chama-se "The King of Limbs" e vai ser editado no próximo Sábado dia 19 de Fevereiro.


O disco poderá ser descarregado através da página oficial da banda já a partir do próximo Sábado e a edição normal em cd vai ficar à venda nas lojas a partir de dia 28 de Março. Quem efectuar a pré-encomenda da edição física no site - apenas começará a ser enviada a partir de 9 de Maio - receberá um CD, dois discos de 10 polegadas em vinil e o trabalho gráfico que acompanha "The King of Limbs". Os preços desta versão são de 36 ou 39 euros para a designada Newspaper Album + mp3 ou wav e na modalidade de edição digital os preços são de 7 ou 11 euros respectivamente para versão mp3 ou wav. De um modo ou de outro, todos vão poder escutar o disco já no próximo Sábado e a expectativa não podia ser maior. Um dado curioso é o facto de não ter existido fuga antecipada de ficheiro digital do álbum e assim acontece a situação rara nos dias de hoje que é o álbum chegar a toda a gente ao mesmo tempo. Outra questão a realçar é a existência de forte possibilidade de a banda poder tocar em Portugal em algum festival de Verão, uma vez que já não actua entre nós desde 2002.

O NME avançou que o título "King of Limbs" se refere ao nome de um carvalho com cerca de mil anos, existente na floresta de Savernake em Wiltshire, perto da Tottenham House onde a banda gravou "In Rainbows". A expressão também aparece no capítulo 23 do Alcorão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Disco - Novo lançamento | Nicolas Jaar - Space Is Only Noise (Circus Company 2011)




















Nicolas Jaar nasceu em Nova Iorque mas foi viver para Santiago do Chile tendo regressado à sua cidade de nascença ainda durante a adolescência. Influenciado por Keith Jarret, Mulatu Astatke e Erik Satie começou a fazer música electrónica com um certo carácter orgânico e introspectivo a partir de 2004 com 14 anos. Aos 17 anos de idade fez a sua estreia em disco com "The Student EP" de 2008 na editora nova-iorquina Wolf + Lamb com uma remistura para Seth Troxler que o designou como "uma das mais talentosas mentes que a música de dança está prestes a ver desenvolver-se". Aos 18 continuava a produzir e a tocar ao vivo, nomeadamente no Club Der Visionaire and Arena em Berlim, no Marcy em Brooklyn, no Communikey no Colorado e no Mutek na Cidade do México. Aos 19 anos iniciou os estudos na Brown University de Rhode Island e teve lançamentos na Circus Company, Wolf + Lamb e também na sua própria editora Clown and Sunset.

O jornal The Guardian comparou-o a Ricardo Villalobos e Aphex Twin. Agora, com apenas 21 anos lança o seu álbum de estreia "Space Is Only Noise" possuidor de um deep house de travo sul-americano e injectado com hip-hop, fazendo jus ao seu ecletismo na produção. Com grooves melancólicos e algumas letras em francês, Jaar descreve o seu som como "angústia rítmica" e aponta “Thé Au Harem D’Archimède” (Perlon, 2004) como o disco que mais o marcou, oferecido pelo pai em Santiago do Chile. Encontram-se ecos desse disco de Villalobos em "Space Is Only Noise", que parte do jazz e da música africana e se dirige ao tecno, ao lounge, ao minimal e ao dubstep, compondo as canções com piano e voz, misturando todas estas referências num cocktail ambient/downtempo com algumas vibrações por vezes quase góticas. A espaços chega também a recordar um pouco o produtor argentino Matias Aguayo,  o mexicano Murcof ou mesmo DJ Shadow.

Os temas têm uma atmosfera lenta (normalmente por volta das 90-110 bpm), sensual, fumarenta e há pedaços de spoken-word (um dos heróis de Jaar é Leonard Cohen). Destaque para  o tema-título com uma muito apropriada linha "Grab a calculator and fix yourself" e para os temas "Colomb", o sample de Ray Charles em "I Got A Woman" e o tom mais techno de "Specters of The Future". Uma estreia em álbum deveras promissora dada a mestria revelada no depurado resultado final e no cunho pessoal que Nicolas Jaar foi capaz de imprimir a todo o disco. Música electrónica de múltiplas camadas com um twist e com excelente construção sonora.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Disco | Toro Y Moi - Underneath The Pine (Carpark_Flur 2011)




















Após a estreia em 2010 com o disco "Causers of This" e com "Blessa" como uma das canções do ano, eis que Chaz Bundick edita o seu segundo álbum "Underneath The Pine", também na Carpark Records no  próximo dia 22 de Fevereiro. De facto não dormiu à sombra do pinheiro, antes operou uma mudança segura de rumo estético sem perder a personalidade própria do seu som. Em vez de chillwave (onde se destacaram também Washed Out, Neon Indian ou Memory Tapes) passamos a ter um som mais orgânico, mais pop, soul e com ritmos mais acelerados. Onde antes o sampling era rei, agora temos uma construção diferente das canções onde se nota muito a aprendizagem ganha através dos concertos ao vivo. O músico da Carolina do Sul actuou no Musicbox (Lisboa) com a sua banda, integrado na quarta edição do Jameson Urban Routes 2010 a 23 de Outubro e partilhou o palco com Noiserv e El Guincho. Nessa altura foi notória a passagem de Toro Y Moi de projecto individual feito no quarto por Bundick para uma autêntica banda ao vivo a tocar temas mais funky e disco, a primazia dos teclados dando lugar ao baixo pulsante e a sons bem mais dançáveis, constatação que teve as suas pistas iniciais nas faixas editadas por Chaz com o nome Les Sins. Foi dado um bom passo em frente, tornando a música mais melódica, radiosa, variada e festiva. Todo o disco mistura influências desde uns Air até aos ritmos kraut/motorika de uns Stereolab, sons de bandas de surf dos anos 60 junto com drones de sintetizadores e instrumentação acústica. A voz adocicada e sussurrada de Bundick assenta que nem uma luva a esta nova sonoridade que continua a ser de estética lo-fi mas que já dá para abanar a anca. Inclusive recebeu elogios da parte de Tyler, The Creator dos Odd Future que mencionou ser fã do som de Toro Y Moi. Destacam-se as belíssimas canções "New Beat" e "Still Sound" em contraponto com temas como o excelente instrumental "Divina" ou o mais experimental "Light Black". A capa do disco não é mais do que uma foto tirada ao espelho do rosto do próprio Bundick com pedaços de uma toranja típica do sudeste asiático, ilustrando um certo ambiente lascivo que perpassa todo o disco.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estreia | No Joy - Ghost Blonde (Mexican Summer 2010)




















Banda noise-pop shoegazer em estreia na editora americana Mexican Summer que acolhe nomes como Washed Out e Best Coast. Canções curtas, bem estruturadas e contemplativas com muitas camadas de guitarras carregadas de efeitos e uma voz feminina a condizer. A produção é polida e o resultado final é bastante melódico e pleno de texturas. Destaques para a acelaração de "You Girls Smoke Cigarettes?", "Hawaii" e "Still" e para a beleza calma de "Indigo Child" num disco conciso de 40 minutos. A escutar.